Porquê?
Será que a moda foi assim tão breve? Será que o ser humano se farta assim tão rápido das coisas? Contra mim falo, também, mas a verdade é que a minha ronda matinal se tornou desinteressante, nunca há nada de novo para ler, sentir, comentar e partilhar.
Em breve retomarei a minha assiduidade, assim que ficarem resolvidos alguns problemas técnicos.
Chuvas fortes com ventos a atingir 100Km/h.
Era o comunicado da Protecção Civil. Dizia para a população tomar as devidas medidas preventivas(?)...
Uma manhã inteira a chover, um dilúvio de 20 minutos depois de almoço e eis que o caos estava instalado!
Para eles, para os de cá, a coisa até parecia normal, famílias e famílias com as casas inundadas, ondas que rebentavam nos telhados das casa, alcatrão levantado pela força inacreditável das águas, ribeiras que se transformam em rios e cujos leitos passam a ser as estradas.
Para mim, só me dava vontade de chorar, eram os mais pobres os atingidos, eram os que já pouco tinham que ficavam sem nada.
Depois da tempestade, a bonança, espera-se hoje um dia mais calmo, um dia para verificar danos. A verdade é que não houve vítimas, nem feridos sequer, e eu penso para mim: aquelas catástrofes reais que se vêm na televisão, tipo tornados ou chuvas torrenciais devem ser aterradoras.
Perante as forças da natureza, nós, seres humanos, viramos pequenas formigas.