Sinceramente não sei se sou capaz de ter a meu cargo duas tarefas tão difíceis...a de ser mulher e a de entender os homens...cheguei à conclusão que é um ciclo vicioso de ideias em que ninguém está errado mas em que ninguém tem razão.
Por exemplo:
FACTO- Neste momento estou triste porque o meu namorado não me ligou durante o dia todo, e agora que me ligou, foi apenas para saber se eu podia comprar comida para os cães.
A MINHA VISÃO- Haveria mil coisas de que ele poderia ter falado, saber se sempre tinha conseguido acabar o trabalho para enviar por mail (ele sabia que eu tinha q acabar isso...), se me estava a correr o dia, como é que estava da garganta (estou meia doente), enfim, mil e uma coisas! Não precisava de durar mais de um minuto a conversa e o resto do meu dia seria muito mais reconfortante.
A VISÃO DELE- Está a trabalhar, ocupado e preocupado, e por isso não tem tempo para me ligar, podemos perfeitamente falar à noite. Lembrou-se da comida dos cães, por acaso, mas não se lembrou de mais nada e por isso não perguntou...
Quem tem razão? Impossível de se saber...depende do ponto de vista! Feminino ou masculino...
As saudades são tramadas.
Infiltram-se dentro de nós, massacram-nos minuto a minuto e podem chegar a sufocar-nos.
Tenho saudades de tantas pessoas, e saudades tão diferentes...
Tenho saudades da minha mãe, de tudo o que ela me fazia e eu nem ligava ou achava normal quando estávamos juntas. Queixo-me agora que ela me liga vezes de mais mas se passa um dia e o telemóvel não toca Eminem ao mesmo tempo que diz MÃE...fico triste.
Tenho saudades da minha irmã, minha princesinha que agora está a ficar uma mulherzinha e até já vai estudar para Coimbra...
Tenho saudades do meu Pai, que apesar de ter sido uma figura sempre mais ausente (e agora ainda mais...) foi sempre o meu herói.
Tenho saudades de ir visitar a família, estar com avós, primos, amigos da terra...
Tenho saudades do pessoal do meu antigo emprego, dos meus amigos, das conversas, das saídas.
Tenho saudades da minha MB, de irmos às compras apesar de não termos dinheiro para isso, dos domingos deprimentes em que nos tentávamos apoiar uma à outra, dos segredos e confissões que trocávamos. Agora falamos, mas não nos vemos, não conseguimos ler no olhar, mostrar roupas novas...
Tenho saudades da minha NINI, que sempre foi a dedicação em pessoa, que sempre me deu carinho e atenção, às vezes duma forma até maternal.
Tenho saudades da minha cidade, de percorrer a VCI, ir ao Arrábida, ir ao Estado Novo, ver a bola nas Antas...(tive que me denunciar em relação à minha terra...)
Tenho saudades de todas as pessoas que lidavam comigo, desde desconhecidos que se tornavam conhecidos pela frequência de lugares, a amigos, colegas, família.
Quando estava aí não tinha saudades de nada do que falei, apenas tinha saudades de UMA pessoa...a única que agora está sempre ao meu lado.
O amor é tramado.
Há dias assim...dias em que tudo parece negro...porquê? Será que a humanidade inteira sente o mesmo? Será que é só a comunidade feminina? Ou serei apenas eu? Há dias em que tudo me corre bem, em que me sinto enérgica, em que o mundo parece estar todo em harmonia...nesses dias sou alegre, tolerante, paciente, feliz, inspirada! Mas depois há aqueles dias, iguais aos outros, nas mesmas condições exteriores, em que eu sinto o meu coração permanentemente apertado, angustiado, a lágrima no canto do olho à espera do mais pequeno descuido, em que fico impaciente, intolerante, irritada e mais uma data de ¿is¿! Porquê? Medos? Ansiedades? Ou nada? Hoje é um desses dias sem luz, sem cor...
Será que amanhã vai ser de novo um dia com cor?
Escrevo para falar de uma das pessoas que mais amo...a minha irmã. O amor por um pai, uma mãe ou mesmo uma irmã é algo que atinge proporções indescritíveis, que não dói mas é bom, que não nos faz mal, mas sim nos ajuda sempre, é puro, sem interesses, e este sim...eterno!
E porque é que hoje me lembrei de falar da minha princesinha? Porque daqui a aproximadamente 45min saem na net as colocações na faculdade (mais uma vez a net a ligar-me ao mundo...)! E a verdade é que estou muito mais nervosa do que quando foi a minha vez...talvez porque conserve aquela imagem de criança da minha irmã, aquele sentido protector, e agora que estou longe, talvez ainda ampliado pelo factor geográfico.
Quando entrei para a faculdade, não saí da minha cidade, e consequentemente também não saí de casa. Muitas vezes me queixei durante esse tempo, queria ser livre, fazer grandes noitadas como o pessoal que vinha de fora e estava a estudar em quartos alugados...mas agora que o tempo passou, sei que o facto de ter ficado em casa foi uma mais valia, que foi um apoio, uma estabilidade muito importante.
E é isso que agora eu desejo para ela, que não se tenha que afastar da nossa mãe, já bastou eu ter vindo para longe, ia ser doloroso ter um membro da família em cada canto, principalmente para a minha mãe...vamos esperar para ver...já dou notícias!
Hoje quero, preciso, tenho absoluta necessidade de desabafar...a minha paciência atingiu os limites!
Então não é que algum espertinho deve ter colocado o meu número de telemóvel numa revista qualquer (provavelmente uma daquelas fantásticas revistas masculinas) como sendo da Marisa Cruz... já podem imaginar o que é que me está a acontecer... começou à alguns meses, quando durante uns dias fui massacrada (este é o verdadeiro nome) com toques e mensagens, que depois vim a descobrir serem de uns putos de liceu...queriam desesperadamente dizer-me (a ela) que são completamente apaixonados por mim (por ela)!!!! A coisa lá acalmou, e a partir daí, esporadicamente, lá vinha mais um toque ou uma mensagem...a verdade é que não me apetecia mesmo nada mudar de número, e então fui aguentado. Até que este fim de semana se tornou absolutamente impossível...todos os dias sou bombardeada por milhares de kolmi's, yorn talking e outras cenas destas!! Ainda agora, estou no trabalho (ups...) e os 'toques' não param...e agora, sem ter culpa nenhuma, vou ter que comprar um cartão novo (25€), perder os pontos que já tinha, etc (sim, porque a fantástica TMN não tem outra solução para o meu problema...)!!!!!!!!!!!!!! Estou fula...desculpem o massacre e a falta de paciência...o melhor mesmo é voltar amanhã!
É verdade, estou viciada!!!
Ontem deu uma reportagem no telejornal acerca dos blogs e eis que salto eu da mesa, a dizer que também tinha um, que era de mais...até que tive que me conter, o meu namorado já estava a olhar para mim de lado com aquele olhar meio intrigado/ciumento/desconfiado/não me tinhas dito nada...acabei por lhe dizer que já tinha experimentado uma vez (parece que estou a falar de uma droga qualquer...será que não é?) e que era engraçadito...os homens nunca hão-de perceber a nossa necessidade diária de comunicação.
Mas é verdade, temos essa necessidade imensa de partilha, dos maus mas também dos bons momentos...é isso a única coisa que me falta no meu pequeno paraíso... é tão boa aquela sensação de fazer um telefonema completamente excitada à melhor amiga a contar qualquer coisa que nos aconteceu (por mais insignificante que possa parecer aos olhos dos outros ela vibra connosco).
Hoje sinto-me bem, nada melhor do que uma sexta feira para ajudar a pôr no sítio alguns sentimentos que durante a semana nos atormentaram...a vida diária é corrida, nem sempre à tempo para pausas e beijos.
Porque é que eu sou tão beijoqueira???
Sinto isto muitas vezes, e ontem cheguei mesmo a partilhar com o meu menino, tenho saudades de beijos, daqueles beijos longos e demorados, não apenas dos beijos de bom dia e boa noite. Tenho saudades de me agarrar com ele pelos cantos, de andar de mão dada, sei lá...não quero pensar nisto pois não quero complicar as coisas, nem levar tudo logo para aquela conclusão fácil de que o dia-a-dia mata o romance...vou continuar a esperar para ver...e para isso, como eu estava a dizer, nada melhor do que a sexta-feira: vamos jantar fora, comemos e bebemos bem, soltamos o espírito, vamos sair e voltamos para casa já meio alegres mas com uma sensação de paixão deliciosa!
Para acabar, vou descrever uma das coisas que tornam as minhas sextas-feiras ainda mais interessantes e que reforçam um pouco as virtudes do campo (neste caso da ilha) de que falava à pouco.
Normalmente às 6ªf, e como vamos jantar fora tarde, aproveitamos para ir passear nos nossos filhotes doggies (Shot e Freddy). É que puseram ervicida no nosso jardim e os pequenos estão quase à um mês fechados na casota, só saem quando os levamos a passear. E então, aí vai a família quase toda (a princesa Sasha fica em casa) para uma praia não concesionada, ou seja sem ninguém. E às oito da noite, já com o sol maio a pôr-se mas com uma temperatura de água divinal, lá estamos os quatro dentro de água...a vida é bela!
Ontem à noite aconteceu-me uma situação que tenho que a partilhar, pelo caricato e pela simplicidade que já não se encontra nos dias de hoje.
Tinha uma consulta marcada para o Dr. Carlos Brito, de quem eu nunca tinha ouvido falar, e que me foi marcada pelo banco por causa do seguro de vida a favor do empréstimo bancário. A consulta era às 19h30, mas como já me tinham avisado do atraso normal das consultas do referido médico, resolvi ligar antes e informaram-me que seria atendida palas 23h30m.
Ora sendo assim, jantei, vi um filme, e pelas onze horas eu e o meu mais que tudo lá saímos (tal qual quem sai para ir beber um copo) para ir à consulta...
Não vou descrever em pormenor a conversa, mas digo que ficámos dentro do consultório até à uma da manhã a conversar com o médico...da vida! Por coincidência ele era (como nós) do continente e veio para aqui (para o meu pequeno paraíso) trabalhar à 18 anos. Veio por um ano...nunca mais voltou.
Para nós foi óptimo falar com ele, pois ele fala disto e do povo daqui com um brilho nos olhos contagiante, é completamente apaixonado pelo lugar, pelas pessoas, pelo estilo de vida, enfim, tudo.
E agora dizem vocês, o que é que isso tem de virtude ou vantagem em relação à vida citadina? Só posso dizer que só depois de vermos o outro lado, o mais calmo e mais humano nas relações, é que conseguimos perceber tudo o que havia de errado no tipo de vida citadino que levávamos...
E aqui, amori mio, vem a questão de que falavas ontem...pilhas e pilhas de papéis, numa vida stressante do acordar ao deitar, que nos rouba tanto tempo que acabamos por não aproveitar as supostas vantagens ao nosso alcance numa cidade (teatro, exposições, bares, etc).
Posso vir a mudar de ideias, mas para já, tenho o mesmo sentimento do Dr.Carlos...estamos num lugar priveligiado, num pequeno paraíso plantado no meio do Atlântico, onde a vida ainda tem qualidade...
ufa...parece que agora sim...amori mio, desculpa ser igual ao teu...mas também já temos tantas coisas iguais,né?
agora é que é de vez...see you.
então...por favor...volta a ficar normal...estou com pressa...
NÃO, não acredito, já estou com o fundo erótico outra vez...raios partam!!!!!!!!!!!!
Confesso que isto me está a atrair bastante...mas também a desanimar...como é que se faz?!?!
Não consigo pôr o nome correcto no meu blog, não consigo pôr os títulos nos textos!! SOMEBODY HELP ME!!!!!
Bem, a verdade é que normalmente quando escrevo não tenho lá muito tempo.... isto porque não tenho net em casa, e como a maioria dos humanos (e para mal de quase toda a boa empresa), entro na net no trabalho. Só que...mais um problema, tive que mudar de sala e a sala aonde agora estou ainda não tem ligação à net!!!! Quase que arrancava os cabelos quando soube, depois disseram-me que era rápido...já estou à espera à dois meses. Voltando à história inicial (às vezes acho que estou a ficar velha, pareço a minha mãe que para dizer uma coisa conta logo um enredo que dava para uma novela...), quando tenho um computador vago, aí vou eu meio que despercebida mergulhar neste mundo cibernáutico e pôr-me em contacto com o mundo...
O que estou a sentir é muito estranho, tinha vontade de contar aqui e agora a minha vida toda...isto é mesmo contangiante!!!
Tem que ser, tenho que ir...see you.
Já é a segunda tentativa...depois do fundo erótico será que é desta que eu vou entrar para este novo mundo?
Confesso que ainda estou um pouco assustada, mas talvez por isso a curiosidade seja ainda maior...
Mas hoje não me vou esticar muito, digo apenas: BOM DIA MUNDO BLOGUISTA (será que se escreve assim?)