Pensava que a vida citadina, uma simples ida a um shopping era uma coisa natural, inata, tal como aprendemos a falar ou a escrever, uma coisa que aprendemos cedo e que na nossa idade já é um dado adquirido. Enganei-me. Obviamente que não é, e estou a viver uma experiência que me mostra através do meu desespero como pode ser difícil para um cliente fazer compras no Parque Atlântico. Para quem não sabe, o mais recente shopping do grupo Sonae e o primeiro a ser implementado em S.Miguel.
Em cada loja que entro o desespero é o mesmo, a mais simples pergunta desencadeia as situações mais inesperadas e complicadas de resolver.
-Bertrand: “Tem algum livro da Lucinda Alves?” – grande confusão de empregados a olhar para as prateleiras com ar de quem pensa que eu estou a falar de algum alien.
-Mango: “tem o número acima desta saia?” – a empregada olha para o expositor ao meu lado, vê uma saia igual, observa o número e diz que é mais pequeno...hello...até aí já eu tinha chegado!! Será que existe um armazém?
-Multiopticas: perante umas lentes de teste, que vinham em dois invólucros de plástico, uma para cada olho, pergunto: “Para quanto tempo dão estas lentes?” – resposta em brasileiro: “É para trinta dias mas como a doutora mandou vir duas embalagens dá para sessenta dias” – será que ele não vê que são duas porque é uma para cada olho???
-CDMusic: “Tem algum cd de Morcheba?” – resposta: “Hum...deixe ver, se estiver está na parte de dance music” – quê?!?!?
Enfim, digamos que não é fácil.